Impossível compreender a magnitude do Grande Baile da Imprensa sem uma apuração in loco. O medo era se tratar duma “festa de jornalista” (consenso geral: sua pior escolha pra qualquer noite), e o gancho era o fato de ser o encontro anual de “jornalistas pés de valsa” das “mais diversas redações e editorias”, e “também colegas da assessoria de imprensa” (dizia a nota, que ainda estimava reunir cerca de mil desses astros). Com possível suíte pra crônica de Chico Pinheiro invertendo a pirâmide depois de beber das fontes, Paulo Henrique Amorim de linha afinada à traje esporte, Alberto Dines dando pras barrigas canapés e o Ricardo Kotscho no lide do balaio, por exemplo.
Era uma esperança confessa: ver jornalistas do mais alto escalão dançando, bebericando e petiscando, e quem sabe até conseguir extrair de algum deles uma frase manjada sobre o segredo da profissão. Enfim, uma oportunidade pra descontrair e descobrir o que significa, de fato, a máxima #jornalistasdeverdade. Quando, onde e por quê senão ontem, no esquema já do pescoção pro fim de semana, no salão do Club Homs musicalizado pela Banda Nova Era? Isso seria um furo.
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A Banda Nova Era tem sei lá quantos trocentos integrantes.
E entre eles há alguns interessantes.
Devem ser a Pri(scilla) e a Sá(rah), assessoras que assinam o e-mail com os IDs de Nextel. Super prático.
Mas foi furada, claro, e a pauta (viciada) caiu. O Chico Pinheiro não apareceu, o que frustrou toda a expectativa — aliás, desses ‘só’ o Kotscho deu as caras, mas já em fechamento quando este plantão começou. Toda aquela produção “traje esporte” em vão. E não que os convites fossem de difícil acesso, pra isso há apenas que se ter boas fontes ou R$ 80 (R$ 40, caso seja sindicalizado), e não que a bebida fosse restrita — o bar estava aberto pra cerveja, vinho e tubaína, fora os acepipes: canapés com patê apresuntado, amendoins sortidos, mini-sanduíches de carne louca, mini-hot dogs e claro, quibes –, mas o expediente é que foi enxuto. O baixo comparecimento não era nada que o método atual de jornalismo (aquela apurada básica pelo Twitter) não explicasse: cafona, no jargão.
Claro que teve trenzinho.
E claro que teve “chão chão chão”.
Acontece que, sim, a magnitude é zero — o número foi bem aquém do milhar anunciado etc. Também não existiu um agregador #GrandeBaileDaImprensa e só achamos uma pessoa instagrameando o evento. Mesmo assim, houve quem debulhasse loucamente a pista de dança, fossem parentes, bicões, aposentados, ou competentes repórteres de fato. Claro que não como nos shows mais esperados das redes sociais dos quais pouco de novo se tira e quase nada se conflita. Mais tipo uma formatura. Ou uma festa de casamento. A clássica boca livre.
Awop-bop-a-loo-mop alop bam boom.
Lindo piso.
Não é o que pode-se pensar. Você acha que esse senhor por acaso está em idade de arranjar briga em baile?
Um Baile, enfim. Como os de clube, à base de covers-variada-gama-de-estilos, sempre muito agregadores. Todos já foram a um e, pra quem curte, estava mais que bom. Vencido os paralisantes constrangimento e frustração iniciais, aproveitamos o Santa Helena tinto e as Devassas loiras: divirta-se e deixe se divertirem. Isso, ao que parece, tem sido difícil pra jornalistas. No mundo real, pelo menos.
Talvez um(a) foca, não apuramos.
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