Ali ao fundo está o coreto, mas não dá para ver muito bem.
Relaxadinho, depois do jantar, decidi ir dar uma volta pela Alameda. Aí, dei de caras com uma série de gente e imaginei como cenário possível que alguém estivesse a distribuir bolos. Como curto bolos, e com aquela multidão à espera, enfiei-me na fila, como os outros mortais. Assim como quem não quer a coisa, comecei a ouvir uma música suave, a sentir um ambiente tranquilo, que até fiz um pequeno silogismo. “ A vida é bela, bela, bonita, alegre, feliz, feliz, felicidade a cidade com idade e sem idade, mas com alegria, alegria, festa, festão, festival, rave, rave…”
“A que horas abre a pista?”
“Não sei.”
“Que pista?”, questiona Gait, um visitante.
“Acho que é às nove”, diz Iur, outro assistente.
Pergunto ao artista da área, o Six, que estava a desenhar uma caricatura:
“Às três da tarde”, responde-me ele.
“Três da tarde? Como assim?!”
“Porque tem de haver festa”, diz-me ele.
Viro-me para um lado:
“E a menina, sabe a que horas abre a pista?”
“Eu sei lá, mas lembro-me dos slows às seis da tarde. Era bom para o engate.”
E, assim, fiquei a saber que não estavam a dar bolos, mas que estavam ali em bom número, à espera de que o coreto ganhasse voz por parte das Associações ao Coreto, como aconteceu durante todo o mês de Agosto.
Afinal, a pista já estava aberta.
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