
Status da Operação Cara Dura: agentes infiltrados (KGB?) pegos em missão. Às 20h43, enviados para a Livraria Cultura na última terça-feira, fomos oprimidos por um porco capitalista funcionário do estabelecimento agindo com simpatia e solicitando que não fizéssemos mais aquilo. Nosso objetivo era registrar em microfilmes as capas de veículos contestatórios de diversos momentos da existência do Brasil (ou sobre tudo isso, ainda que editados fora) que estavam compilados em belíssimo mapeamento no livro ali em lançamento, As Capas Desta História. Para socializar com o resto das lutas dentro de nossas fronteiras, do Anhangabaú ao Brás, do Rio a Salvador. Pelo menos até chegar o próximo cheque, quando teremos os R$ 90 suficientes pra levar um exemplar pra casa.

As Capas Desta História
Editora: Instituto Vladmir Herzog
Organização: Ricardo Carvalho (coordenador), José Luiz Del Roio, Vladmir Sacchetta e José Maurício de Oliveira
Preço: R$ 90
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Ah vá?!
O primeiro jornal do Brasil vinha da gringa. Hype de raiz.
Ilustrada & Ilustre, que foi criada em 1876 pelo primeiro quadrinista brasileiro, o Angelo Agostini.
Foi veiculado aí o artigo histórico sobre a gênese da Revolução Russa. O desenho é tão bonito que ninguém devia querer disfarçar que tava carregando.
Al dente per la Rivoluzione! Passione totale! Bravo!
Cença aí patrão. Pena que já subirusrussin.
A primeira revista modernista do Brasil.
E você, tem a manha?
E nego achando que era só blefe de esquerdista da festa.
Lula contra a balela na capa do jornal sem patrão.
OK que hoje ele tá mais careta, só que menos engraçado.
“Todos os tipos de narrativa entram em cena pada esquadrinhar a mitologia e a cultura de resistência nascidas da luta contra a exploração e a violência”. Tem HQ e tal. Esquerda criativa.
“Resvala no sensacionalismo e escatologia […] com a missão de levar o tema dos direitos humanos aos trabalhadores da Baixada Fluminense”, diz a legenda no livro. Porra, onde se compra um desses?
“Ser alternativo no Acre era correr o risco de cruzar nas ruas com capangas matadores.” Vai achando que é corajoso aí, bunda mole.
Foi pra Passárgada, rolou adultério, deu nisso.
Esse existe até hoje, pela questão indígena e tal.
Aí eram escritos “o que dava na veneta”, tudo impregnado de “contra cultura e existencialismo”. Durou cinco edições. Quem nunca?
“Irmão baiano do Flor do Mal”, e rolou sobre as bênçãos de Caetano e Gil. Bem mais legal como pôster que um do Pink Floyd.
O melhor nome de revista até chegar a VICE.
Ser preta e ser véia em 1975 não devia ser lá muito bolinho de fubá.
Diretamente do DCE Livre da USP: “o discurso e o tesão”. Revolucionários sempre transaram muito.
Stay solid, man.
PUTAQUEPARIU E AGORA? Ah, o teste da greve você diz. Ufa!
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