Um pouco antes de produzirmos o Confessions on a Dance Floor, eu tinha feito um disco com uma garota chamada Juliet [Random Order – 2005]; fizemos esse álbum durante o feriado de Ação de Graças em Nova York, quando a cidade estava completamente morta, e éramos apenas nós dois nos concentrando em trabalhar nele. Fui direto disso para a Madonna, e presumi que seria uma experiência muito diferente, mas ela me surpreendeu completamente.
A verdadeira revelação foi sobre como ela estava focada em evitar algo excessivo, exagerado, tipo uma comitiva reunida no estúdio, coisa que eu esperava que acontecesse. Mas foi completamente o oposto. Ela ajudou a criar um ambiente em que nós éramos como duas crianças que trabalhávamos juntos em um estúdio. Era exatamente a mesma sensação de quando eu estava trabalhando com a Juliet. Ela era realmente… Eu não quero dizer “inteligente”, mas ela era realmente honesta sobre a música. Ela é muito instintiva na compreensão de que a dance music flui exigindo o mínimo de trabalho. A dance music não depende de muito dinheiro e uma produção luxuosa.
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Passamos cinco ou seis semanas no meu apartamento; o estúdio usado ficava no sótão. Eu trabalhava em uma faixa durante a noite e, em seguida, ela vinha e começávamos a brincadeira. Ela fazia melodias vocais e eu viria com algumas ideias, e então ela falava, “ok, eu vou para casa e pensar sobre isso”. Ela, por sua vez, voltava no dia seguinte com o gancho para “Hung Up” ou o refrão de “Sorry”. Então eu continuava a trabalhar em mais faixas para manter o ritmo. Era muito mais um ambiente fluido e quase infantil do que qualquer outra coisa mais séria.
Eles sempre dizem que um álbum soa como o tempo que você tinha em mãos para fazê-lo. Eu sei que com esse álbum, foi um momento superprodutivo, mas também foi muito divertido e natural. E eu acho que isso fica explícito no som.
É surpreendente como a Madonna tem um modo bem simples de trabalho. Eu esperava que ela entrasse com sua comitiva completa e desse uma de diva – pelo menos em algum momento.
Bem, não me interpretem mal – na maioria das vezes, eu acho que ela é.
Tradução: Jules Sposito
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