Música

Murahi e Zicker reverenciam as escolas inglesas na volta da Beatwise Single Series

Quando o Diego Santos (ou Sants), uma das cabeças da Beatwise Recordings, nos mandou o e-mail que inauguraria o retorno da Beatwise Single Series ao THUMP, ele nos pediu pra não usar algumas expressões já estigmatizadas quando se trata do bass brasileiro; como “future bass” ou “pedrada”. “A gente não tem como fugir de denominações, só que essas, ao meu ver, passam uma visão depreciativa do som”, ele escreveu.

O Sants tem um ponto — afinal, a Beatwise Single Series foi inaugurada justamente para mostrar que a bass music é muito mais do que os esteriótipos com que foi rotulada no Brasa. Em meio a toda uma discussão do que define o tal do “brazilian bass”, que já ganhou até textão de DJ, a Beatwise lança “Solo”.

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O som é uma colaboração entre os cariocas Zicker e Murahi, membro do trio de Sansai. Enquanto Murahi, que já foi baterista, se esforçou pra colocar efeitos mais orgânicos nas baterias da faixa, Zicker construiu uma intensidade no som com seus arranjos. A faixa “um pouco mais tensa e lúdica”, segundo Sants, se inspira na escola de som inglesa de onde saíram artistas como Rustie e Joker. “A influência do grime nesse tipo de trap tem sido cada vez mais notável. O que é engraçado, porque é como se o som estivesse aos poucos voltando de onde ele veio.” Escute “Solo”:

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