Música

Boys Noize Fala de Peitos e Baseados

Assim que ficou claro que seu novo álbum Out Of The Black não tem a ver com depressão clínica, consegui arrancar umas risadas do Alex Ridha, célebre como Boys Noize, de Berlim. Apesar de ele alegar que não tem senso de humor, conseguimos discutir os aspectos mais finos da vida de um DJ e produtor superstar, como conhecer o bolador de baseado pessoal do Snoop, ter coisa sua roubada no meio de uma apresentação e autografar peitos.

Noisey: Seu álbum novo vai ser lançado em breve. Quer me contar sobre ele?
Boyz Noize: Claro. Chama Out Of The Black, é meu terceiro álbum. Vou lançar no mundo todo pelo meu selo próprio, o BoysNoize Records, e eu diria que é uma boa mistura do primeiro e do segundo disco.

Videos by VICE

Pode crer. Ele vai ajudar a curar depressão, por isso o nome? Ou tem a ver com conseguir se livrar de uma dívida no cartão de crédito?
Bom, música é sempre muito bom para depressão, mesmo quando você ouve umas coisas bem sombrias. Sinceramente, foi mais uma adaptação da expressão “out of the blue” (algo como “de repente, do nada”). Sei lá, achei um nome legal.

É, é sim. Como foi trabalhar com o Skrillex?
Foi divertido. Ele foi ao meu estúdio e dormiu na minha casa por uns dias, o que foi bom. Ele é um produtor muito talentoso, devo dizer. Algumas das coisas dele são um pouco pop demais para mim, mas como produtor, acho que ele é muito talentoso e muito rápido.

Alguma vez ele te disse “wub, wub, wub”?
Sim, é o único jeito que ele sabe falar. Quando ele quer comer alguma coisa, é só um monte de “wubwubwub”.

HA! E você também fez coisas com o Snoop, né? Como foi?
Ele é um cara engraçado.

O que vocês aprontaram?
Sabia que ele tem um cara que bola os baseados dele o dia todo? Essa é a única função dele.

UM BOLADOR PESSOAL? E ele pode fumar ou só bola e solta?
[Risos] Às vezes ele tem a oportunidade de acender.

Você já viu aquele filme pornô do Snoop Dogg?
Vi, achei da hora. Eu tinha 15 anos e não tinha computador na época, mas um amigo tinha, então ele tinha vários tipos de pornografia, principalmente TODOS os de gangsta.

Vocês assistiam juntos ou um de cada vez?
Ahm, juntos, é.

Alguma vez isso surgiu na conversa com o Snoop?
Não!

E qual é a da Lady Gaga, você trabalhou com ela também?
Não, eu recusei um convite para abrir um show dela. Eu gostaria dela se ela criticasse a minha música e dissesse que eu sou incrível.

Por que você recusou?
Não fazia sentido. Ou para a Madonna, ou qualquer outra coisa estranha que me pedem para fazer. Acho que geralmente isso não te dá muita publicidade como todo mundo diz, porque as pessoas que vão no show da Lady Gaga não ligam para o que rola no palco antes dela aparecer.

Imagino. Você também está fazendo alguma coisa com a Peaches, né? Sempre achei que o conselho de “Fuck The Pain Away” (“Trepe até curar a dor”, em tradução livre) poderia simplesmente levar a problemas mais ocultos?
Acho que depende da pessoa, talvez funcione dos dois jeitos. Depois de uma briga feia, uma trepada sempre vai bem. Aí a dor passa e cura. Mas se você é uma pessoa viciada nessa merda, aí é um problema. Qualquer vício é um problema.

Você tem algum?
Haaaa, bom, batata frita e chocolate?

Nenhum vício pior?
Não consigo lavar pratos e coisas assim.

Tem gente que faz isso por você?
Tem.

Você devia arranjar alguém para bolar a sua maconha também!
Eu não faria isso… Na verdade, faria, sim! Porque sou alérgico a maconha, é só encostar nela que meus olhos começam a coçar.

Que pena.
Tudo bem, ainda dá para fumar.

Mas bolar, nunca?
Primeiro eu precisaria fazer uma aula para aprender a bolar, porque, assim como a minha música, precisa ficar direito.

HA! Alguma outra droga preferida?
Drogas pesadas? Não uso drogas, na verdade.

Você tem muito contato com isso?
Quando eu tinha 16 anos, estava discotecando e todo mundo atrás de mim estava cheirando cocaína. Isso me azedou. Às vezes tomo ecstasy, é divertido, mas não com muita frequência. Talvez só com espaço de tempo de alguns anos entre um e outro.

Eu também, como um agradinho. A sua música estimula o uso de drogas?
Que música não faz isso?

Verdade. Por outro lado, você tenta fazer uma música bem positiva?
Sei lá, é muito subjetivo. De modo geral, sim, quero fazer as pessoas felizes, com certeza.

Compreensível. Você vê muita coisa estranha durante seus shows?
Uma vez fiz um stage diving e roubaram meu sapato. Tive que voltar e discotecar com um sapato só. Depois troquei meu sapato por dois que estavam muito fodidos, sujos, cheios de lama, fedidos pra caralho, porque estava chovendo e eu precisava andar e não podia ficar doente.

Pelo menos não roubaram sua calça.
A calça teria sido impossível.

Mais alguma coisa?
Autografar peitos, o de sempre.

É, parece ser uma coisa muito chata…
HA! Bom, eu fico bem animado com seios.

Qual é a sua técnica? Em cada um ou nos dois seios?
Um, mas precisa segurar, ter certeza de que vai pegar. E precisa ser gentil.

E seios masculinos?
Não.

Mesmo se fosse um par bem atraente?
Eu sugeriria escrever na camiseta…

:(
Sou muito criterioso.

Justo. Por último, você já foi pescar e ficou tentado a fazer uma piada com “drop the bass” (“bass” também significa “robalo” em inglês)?
HA! Quero muito um dia aprender a pescar no Brasil, para poder fazer uma refeição incrível. Uma “piada com drop the bass”?! Sou alemão, sabe, alemães não são engraçados.

‘Out Of The Black’ foi lançado via BoysNoize.

Thank for your puchase!
You have successfully purchased.