Kendrick Lamar é grande e não se sabe onde irá chegar, pois ainda nem 30 anos tem. Tal como no resto da programação do Festival Super Bock Super Rock, que arranca quinta-feira, 14, no Parque das Nações, em Lisboa, e se prolonga até sábado, 16, a diversidade parece ser a palavra de ordem. Quando o SBSR apareceu – e já lá vão 22 edições – o rock estava mais na mó de cima? Talvez, mas também andam a vaticinar a morte do rock n’roll praticamente desde que apareceu e aí anda ele, firme e hirto como uma barra de ferro.
Mas não tem sido fácil, andou por aí uma maré de mortes de ícones do rock e não só, que foi uma coisa estúpida. A verdade é que a festança e celebração do Super Bock Super Rock está aí outra vez. Há nomes para todos os gostos e o Iggy Pop vem cá. Se é super rock, então pois não podia ser de outra maneira.
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Do naipe dos eleitos, escolhemos cinco, mas podiam ter sido outros. Os Massive Attack e The National nunca desiludem e o apelo mais dançante dos Disclosure vai ser irresistível. Se quiserem mesmo festa, os tugas Pás De Problème tratam de vós, e vão fazer-vos suar por todos os poros, mesmo aqueles que vocês desconheciam existir. Ainda assim, e por via das dúvidas, tens aqui estes portos de abrigo. Aparece e diz que vais da nossa parte.
KURT VILE, DIA 14 — PALCO EDP, 21H10
Para muita gente, assinou em 2015 um dos melhores discos da primeira metade da década. Isto é sempre muito subjectivo, ainda para mais num festival eclético como este que é capaz de dividir públicos. É claro que uns vão lá, se calhar, só por ele e outros não sabem sequer da sua existência… nem querem saber. Amigos na mesma.
DJ SHADOW, DIA 14 – PALCO CARLSBERG, 02H50
Um homem, indivíduo, cidadão, o que lhe queiram chamar, que fez um disco como o Endtroducing, merece, só por si, um lugar no panteão lá dos manipuladores sonoros. Aquilo foi um monumento. A seguir não se encostou e continuou a evoluir. Dj Shadow é um Senhor e estará no meio de nós.
PISTA, DIA 15 – PALCO ANTENA 3, 19H20
A melhor descrição, para além de “som festivo com guitarras”, é a que é feita pelos próprios: “Somos três, somos do Barreiro. Somos bons rapazes e temos algum toque de anca. O Bruno toca bateria, o Cláudio e o Ernesto tocam guitarra. Não há baixo, mas cantamos e dançamos todos”.
ORELHA NEGRA, DIA 16 — PALCO SUPER BOCK, 20H50
Esta constelação de estrelas faz com que se tenha daquelas certezas raras: eles são incapazes de dar um concerto mau. Com honras de abertura no palco maior, antes dos lendários De La Soul e do muito esperado Kendrick Lamar, esta Orelha Negra fará do MEO Arena um sítio com uma dose de coolness de valores incalculáveis.
GNR (CONCERTO “PSICOPÁTRIA”), DIA 16 – PALCO EDP, 22H50
Já podem dizer aos vossos pais que não vão só desbundar para um Festival, mas também vai haver tempo para assistir a uma aula de história. Os GNR, em 1986, assinaram O disco – Psicopátria – que resistiu ao tempo, de tal forma que algumas das letras ainda fazem sentido, com doses de irreverência que ainda hoje se ouvem com frescura e relevância. Se os vossos pais também quiserem vir, é da maneira que lhes podem cravar umas cervejas, certo?
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