Se a sociedade não aplicasse coisas como “leis” e “sentenças de prisões”, eu não teria que me segurar pra não correr pro meio da rua e empurrar esses merdas que andam por aí em suas bicicletas altas escrotas. Classificaria os empurrões em um tipo de jogo: 500 pontos por um empurrão direto, 1.000 por enfiar uma barra de metal no meio da roda, 1.500 por uma faixa de espinhos bem posicionada, e um 1-up por atirar com uma arma de paintball na cara do sujeito que está guiando.
Cuidado, cara com bicicleta alta: você não é o PT Barnum, e provavelmente não é um cara que curte reviver os tempos de quando se acendiam o gás das luzes da rua. Se a sua razão para seguir esse hobby é que você curte ser doidão, por favor restrinja suas atividades a lugares como festas juninas e a feirinha da Benedito Calixto. A única explicação razoável para as pessoas passarem tanto tempo em algo tão feio é que elas demandam atenção, como uma criança de dois anos de idade que espalha com as mãos o que faz na fralda em cima da mesa de centro da sala porque a mamãe acabou de trazer um recém-nascido do hospital. Se não tivesse visto, mais de uma vez e com os meus próprios olhos, o tipo de indivíduo atroz que anda dessas engenhocas de merda, presumiria que o tipo de atividade que envolve adultos juntando as ferragens de várias bicicletas e andando com elas por aí era exclusivo ao mundo das “coisas que funcionários de agências de publicidade fazem no intervalo de almoço”.
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Eu não dirijo, mas se dirigisse ficaria muito irritado com essas pessoas. E se estivesse em uma estrada deserta com um grupo de bicicletas altas vindo em minha direção, não hesitaria em dar um empurrãozinho neles gentilmente com o meu carro apenas para desmenti-los que usar uma dessa altas, em razão de maior visibilidade, é mais seguro do que andar com uma bike normal. Isso é como dizer que você tem mais chances de fazer amigos se você distribuir R$10 pra cada pessoa no ponto de ônibus. Com certeza você vai, mas também atrairá imbecis que vão provavelmente roubar o que te resta de dinheiro, e não vão virar amigos para sempre. E nos dois casos, você fará o papel do otário que quer atenção o tempo todo.
“Clubes” de bike são, essencialmente, gangues semi-organizadas de pessoas (segundo minha própria experiência) perversas e agressivas que aderem a ideologias vagas e mal definidas que normalmente se resumem ao velho “pau no cu do sistema”, “não pague por nada”, “carros são ruins” e “anarquia é bacana”. Na vida real, a maioria dessas pessoas tem a maturidade de um adolescente rebelde de 14 anos, cujo currículo consiste da indústria de entrega de pizzas e consertar as bikes de outras pessoas por um trocado. Eles estão apenas a um pau de ameba de distância de crust-punks na minha lista de Pessoas Que Deveriam Segurar A Respiração Pra Sempre.
Em teoria, não tenho nada contra pessoas que querem sentar em suas garagens ou porões e juntarem partes de outras bicicletas pra que possam dar um rolê na cidade a sete pés acima de todo mundo como uma efígie humana que está apenas esperando para ser queimada viva pelos moradores do vilarejo. Essa é a brisa dos caras. Só que, na prática, isso é tão irritante que me faz querer andar por aí com um maçarico para que eu possa cortar os tubos de toda bike alta que visse encostada em uma cerca ou grade. Eu as cortaria com uma precisão ao ponto de o dono da bike não ver a fissura logo de cara. E então ele subiria em sua bicicleta retardada e mutante, andaria por uns metros e arrebentaria sua cabeça mongolóide no concreto duro enquanto pneus atropelariam o resto. Eu ficaria escondido na esquina e correria em direção a ele quando tudo desmoronasse e gritaria: “COMO É SE SENTIR DIFERENTE AGORA, SEU OTÁRIO? ESPERO QUE VOCÊ CURTA SEU TRAUMATISMO CRANIANO!”. Seria incrível.
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