Enclosure
AWDR/LR2 Há tanto para dizer sobre a capa de Enclosure, o mais recente álbum de John Frusciante, que vem fechar um ciclo iniciado com o EP Letur-Lefr e depois prolongado com PBX Funicular Intaglio Zone (LP) e Outsides (também esse um EP). Na capa de Enclosure, Frusciante encontra-se dentro de um círculo vermelho que ele próprio pintou à sua volta. Não me ocorre agora outra imagem que pudesse representar tão bem a posição artística do homem: ali está portanto aquele que um dia teve o mundo aos seus pés enquanto guitarrista dos Red Hot Chili Peppers, mas que mais tarde optou pelo isolamento e por gravar discos seguindo uma visão demasiado extravagante para funcionar num colectivo.
Frusciante desenha o círculo a partir de dentro porque este “estranho modo de vida” é uma decisão sua e não uma atitude imposta pela grande máquina dos estúdios e managers manipuladores. Está finalmente fechado o círculo vermelho para sinalizar também o propósito de Enclosure, como palavra final num manifesto de quatro discos, em que Frusciante procurou sempre, mesmo que com resultados variáveis, abrir o método das suas canções e atirar lá para dentro toda uma série de recursos electrónicos geralmente utilizados como breaks. Sobre os 11 temas incluídos nesta versão japonesa de Enclosure é difícil tecer considerações que não repisem o que já foi dito aqui sobre esta tetralogia: a sua voz continua geralmente a soar como se estivesse a comunicar com o divino ou o além; as guitarras “cantam” no jeito inimitável de sempre, embora tantas vezes sejam encobertas pela porrada de breaks que marca todo este último conjunto de canções.
Enclosure
“Midnight Blue”
Enclosure
A Última Tentação de Cristo
AWDR/LR2 Há tanto para dizer sobre a capa de Enclosure, o mais recente álbum de John Frusciante, que vem fechar um ciclo iniciado com o EP Letur-Lefr e depois prolongado com PBX Funicular Intaglio Zone (LP) e Outsides (também esse um EP). Na capa de Enclosure, Frusciante encontra-se dentro de um círculo vermelho que ele próprio pintou à sua volta. Não me ocorre agora outra imagem que pudesse representar tão bem a posição artística do homem: ali está portanto aquele que um dia teve o mundo aos seus pés enquanto guitarrista dos Red Hot Chili Peppers, mas que mais tarde optou pelo isolamento e por gravar discos seguindo uma visão demasiado extravagante para funcionar num colectivo.
Frusciante desenha o círculo a partir de dentro porque este “estranho modo de vida” é uma decisão sua e não uma atitude imposta pela grande máquina dos estúdios e managers manipuladores. Está finalmente fechado o círculo vermelho para sinalizar também o propósito de Enclosure, como palavra final num manifesto de quatro discos, em que Frusciante procurou sempre, mesmo que com resultados variáveis, abrir o método das suas canções e atirar lá para dentro toda uma série de recursos electrónicos geralmente utilizados como breaks. Sobre os 11 temas incluídos nesta versão japonesa de Enclosure é difícil tecer considerações que não repisem o que já foi dito aqui sobre esta tetralogia: a sua voz continua geralmente a soar como se estivesse a comunicar com o divino ou o além; as guitarras “cantam” no jeito inimitável de sempre, embora tantas vezes sejam encobertas pela porrada de breaks que marca todo este último conjunto de canções.
Videos by VICE
More
From VICE
-

Robin Williams (Photo by Sonia Moskowitz/Images/Getty Images) -

(Photo by Jim WATSON / AFP via Getty Images) -

Seinfeld (Photo by FILES/AFP via Getty Images)
