Indigo Meadow
Blue Horizon
6/10
Não é qualquer banda que tem a coragem de escolher o desígnio de The Black Angels para se apresentar ao mundo. Tentamos chegar às canções e perceber o que se passa neste novo Indigo Meadow, mas uma pessoa não consegue simplesmente ultrapassar um nome como The Black Angels sem primeiro dedicar-lhe duas ou três piadas. O potencial Spinal Tap (a melhor de todas as joke bands) é demasiado flagrante para ser ignorado.
The Black Angels parece o nome de uma organização secreta que salva pessoas durante o dia e que caga chocos com tinta toda a noite. O Nicolas Cage é um dos membros e oferece uma percentagem do seu salário à organização: dez por cento por cada filme bom e 20 por cento por cada filme mau. Ou seja, os Black Angels estão ricos.
Na verdade, a banda de Austin, no Texas, não merecia um nome tão terrível, da mesma maneira que passava bem sem os stencils na capa que recordam o pior artwork dos Kings of Leon. Sem ser especialmente surpreendente, Indigo Meadow possui a dose suficiente de boas ideias e algum nervo psicadélico, que só perde mesmo força com a produção muito limpinha de John Congleton. De resto, o que aqui temos são canções de rockers que trocam de namorada três vezes por dia e que armam barafunda quando passam por Amesterdão, só mesmo para recuperar algum crédito. Aposto que têm os quartos forrados com papel de parede da Rua Sésamo.
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