Do Pasto ao Pasto

É com uma Pentax cheia de areia, comprada num bazar de igreja por cinco reais, que Pedro Moura fotografa o que ele próprio chama de “precariedade”, que vai de gente se catando na noite em ambientes sujos a lindas mulheres nuas em praias limpas — quase todos seus “amigos bem dispostos”, mesmo porque ele não paga nada pra eles. “As garotas são amigas que têm namorados e me ensinam tudo o que se pode saber sobre as mulheres. Tudo.”

Nascido em Goiânia e vivendo atualmente em Brasília, Pedro se diz um transeunte “do pasto ao pasto”, mas que nas horas vagas recorre aos peladões do seu facebook para um rolê despido de pudores. “O importante aqui não é a câmera ou o filme. O que grita é o processo.” Queria você ter amigos precários assim.

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