Música

O Fantastic Man levou os holofotes da dance music a Melbourne

Há uma década, a cena de música eletrônica de Melbourne era quase invisível no mapa global da dance music. Desde 2003, porém, um artista se destacou em sua tarefa de tentar reverter essa situação: Mic Newman, que mais tarde veio a se identificar como Fantastic Man, e seu deep house descontraído trataram de voltar os olhos dos entusiastas de música eletrônica até o Novíssimo Mundo.

Em entrevista ao THUMP, o produtor, que se apresenta nessa sexta (14) na Quitanda Pitaya Exótica, em São Paulo, contou como suas influências, seu som e a cena de Melbourne evoluíram ao longo da última década.

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THUMP: Você já veio ao Brasil?
Fantastic Man: Sim, toquei com o Gop Tun em São Paulo em março. Foi minha primeira visita ao Brasil. O país tem uma reputação muito forte por muitas coisas, incluindo música, festas e, claro, beleza natural, então naturalmente eu estava — e ainda estou — muito animado de tocar aí!

Como você começou a se interessar por música?
Eu sempre brinquei com músicas e com instrumentos na minha infância e adolescência, mas só quando comecei a trabalhar como DJ, com 19 anos, eu comecei a tocar os sintetizadores e programas de música do meu pai. Eventualmente, se tornou mais que um hobby.

Como suas influências mudaram ao longo dos anos?
Muito mudou ao longo dos anos. Eu acho que progredir e crescer musicalmente é normal, meu gosto mudou bastante ao longo dos anos e, com ele, minhas influências e música também mudaram. Eu não sei dizer exatamente como, mas espero que pra melhor.

O que mudou na cena de música eletrônica de Melbourne desde que você começou a fazer música?
Muito! Todo o panorama mudou. O mais notável é a quantidade de produtores que colocaram a cidade sob os holofotes, que agora é considerada um grande expoente de música boa. Internamente, a cena cresceu e se tornou o que eu acredito ser uma das melhores do mundo. Nós temos algumas das melhores festas e festivais. Também é — como o Brasil — um dos poucos lugares em que a cena parece fresca e intocada, com uma variedade de eventos aventurados.

De que maneira crescer em Melbourne influenciou o seu som?
Eu não tenho certeza… Alguns amigos meus já descreveram que o som dos produtores de Melbourne é mais orgânico que o dos europeus… Talvez seja o sol e a natureza. Ou talvez seja porque todos somos amigos e influenciamos uns aos outros, de alguma maneira.

Quando (e por que) você decidiu mudar sua alcunha de ‘Mic Newman’ para ‘Fantastic Man’?
Eu achei que era a hora de começar um novo projeto, não é incomum ter vários. O meu som estava mais descontraído na época, não tanto ‘balada’. Agora, ele está completamente diferente, mas eu quis focar no Fantastic Man porque ele era mais novo e as pessoas estavam reagindo melhor àquele som, na época. Eventualmente não fez mais sentido ter dois projetos, eu não sou tão prolífico e eles não eram tão diferentes afinal.

Sendo a Austrália tão geograficamente isolada, quão difícil foi pra você estabelecer contato com outras cenas musicais ao redor do planeta?
Eu tive que me mudar para a Europa para conseguir estabelecer algum tipo de ‘conexão global’. Acho que, hoje em dia, não é mais tão difícil. Como eu disse, as pessoas estão olhando pra nossa cidade, então o reconhecimento vem mais facilmente. Houve um tempo em que Melbourne era uma cidade perdida do outro lado da galáxia, e era meio difícil conseguir a atenção das pessoas.

Você planeja lançar um novo álbum em breve?
Eu acabei de lançar, mas com o meu projeto Mind Lotion. Ele saiu há um mês pelo selo francês Antinote Records.

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