Desde que a viagem interestelar de Horos começou, há mais de um ano, já vimos o capitão Gustav Sokol, personagem principal da narrativa techno criada por Bruno Belluomini, passar por diversos apuros: um acidente espacial, a aterrissagem em Marte e a paranoia que se seguiu com isso. Neste novo lançamento do projeto, Magnetosphere, a inquietude do tripulante torna-se mais neurótica e sexual.
O som segue acompanhando a narrativa de Bruno e se torna menos simples, possuindo um pouco mais de groove — principalmente em faixas como “Headache Pulsar” e “Computer Sex” — para refletir a frustração de Sokol ao ser provocado por um sádico robô, chamado Al. O modo como o disco foi produzido também infere esse pensamento: “Todas as faixas do Magnetosphere foram gravadas ao vivo, num take só. Essa questão do registro integral, sem edição, é como a sexualidade: faz parte da vida, é uma necessidade básica e um aspecto fundamental”, explica Bruno.
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A variação nos sons também é um demonstrativo da diversidade que Bruno procura manter em Horos, mudando o setup em que grava os discos a cada projeto — e fugindo de rótulos: “Não consigo enxergar ‘gênero’ ou limites nessa zuera toda”, conta. “Como as pessoas vão interpretar é algo que não posso imaginar. Acho que vai de cada um.”
A esse ponto, Bruno confessa que já se apegou a Sokol: “Gosto de pensar que o Horos hoje é minha maior motivação para me expressar. Sendo assim, prefiro que o destino do Sokol seja incerto. Procuro transformar essa incerteza no combustível para minha vontade de criar”. Vamos esperar pra ver onde isso vai dar.
Enquanto isso, escute Magnetosphere:
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