James Lavelle

The Creators Project: Ao longo da sua carreira, você sempre se interessou muito pelo aspecto visual do trabalho – se envolvendo no processo da escolha das famosas capas dos discos do Mo Wax, fazendo trilhas para filmes e, em geral, garantindo que o aspecto visual de sua obra fosse bem forte. Como isso mexe com o lado musical do seu trabalho?
James Lavelle
: Sempre fui muito guiado visualmente, e o cinema sempre foi uma das grandes inspirações para minha música. É um jeito diferente de trabalhar porque você tem uma emoção direta, tem uma espécie de tema, uma ideia sônica do que está tentando fazer. Seja em um suspense em que você tenta criar uma música que tenha aquela tensão, ou algo futurista que precise de um tipo de som mais futurista. Quando se tem a imagem como diretriz é bem mais fácil criar certos tipos de faixas.

Alguns diretores fantásticos já criaram videoclipes para as suas músicas. É um trabalho colaborativo ou você simplesmente entrega a faixa e deixa que eles trabalhem?
Eu gosto de me envolver até certo ponto, mas quando você trabalha com pessoas realmente incríveis, a ideia é ter uma noção do que você quer atingir e deixar que essas pessoas façam o trabalho delas. Em geral, em vídeos como esses, você trabalha com essas pessoas pelo que elas fazem como indivíduos. Mas é sempre bom ter uma ideia e uma direção. Tento me envolver de alguma maneira nesse processo.

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O último disco do UNKLE, Where Did the Night Fall, saiu no começo desse ano. Você usou alguma tecnologia nova?
Usamos Logic Pro Tools para gravar e bastante Ableton para refazer samples. Mas também usamos o método analógico para gravar um monte de coisas para que tivessem um certo tipo de tom. Então, estamos sempre transitando entre coisas diferentes.

Quando as pessoas falam do UNKLE elas sempre citam o show com a Heritage Orchestra em 2008. Você se apresentará com eles outra vez neste ano. Conte como é essa colaboração.
A orquestra reinterpreta diferentes discos de artistas e tem trabalhado com bandas da atualidade. O UNKLE lançou esse disco chamado End Titles, em 2008, que é meio que baseado em músicas que poderiam estar em filmes ou na TV. Fizemos uma versão clássica dele com a Heritage Orchestra na época do Natal, em 2008, na Union Chapel. Foi uma noite realmente maravilhosa, e foi ainda melhor porque não tivemos que fazer nada. Eram os melhores músicos que você jamais imaginaria juntos num palco. Tínhamos as trompas no púlpito. Warren Du Preez e Nick Thornton James criaram essa escultura de luz incrível, que foi pendurada no teto e tinha forma de losango. Parecia um orgão de igreja. E as pessoas pensando que era só um órgão no fundo, mas quando a orquestra apareceu e o “órgão” se transformou naquela linda experiência LED, com todas aquelas cores maravilhosas… foi demais.

Ouvimos falar que você era super fã de ficção científica quando era criança, é verdade?
Sim.

O quanto aqueles filmes influenciaram no seu trabalho?
Acho que foram uma das maiores influências. E acho que aquela visão se tornou realidade de várias maneiras – um pouco para o bem, um pouco para o mal. Quando você viaja bastante vê a influência da tecnologia de um modo muito mais amplo do que quando você está em sua terra natal. Você nota como a tecnologia se mistura com as culturas, o que é incrível, porque ela torna o mundo muito mais diverso.

Para mais James Lavelle acesse The Creators Project.

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