Subliminal Actions
Malignant Records
7/10
Gosto de imaginar o Vincent Vega e o Jules Winnfield fechados num Fiat Punto a falar sobre as pequenas diferenças entre o Porto e Lisboa. Diz o Vincent Vega: “Quando vais a uma exposição, em Lisboa, dão-te um pão de alho com anchovas ou uma merdice qualquer. No Porto, convidam-te a meter a mão num balde de água gelada para tirar uma cerveja. São maneiras de estar diferentes…” O Jules Winnfield sorri e reage: “Chaval, vou para o Porto já amanhã.” Pouco importa para onde vai o Jules amanhã, mas é verdade que bastava adaptar um diálogo do Pulp Fiction à realidade nacional para entender que a natureza do Porto é mais rude que a de Lisboa, onde tudo é muito mais feito de porcelana. Não admira, portanto, que os Sektor 304 sejam provenientes do Porto e aproveitem o lado mais bruto da cidade para formar um industrial que me fez voltar a gostar de industrial. Tudo o que era entusiasmante nos anteriores lançamentos dos Sektor 304 fica consolidado neste Subliminal Actions, que é um festival de porrada feita de percussão, power tools, ferramentas a uivar, juntamente com a voz gutural de João Filipe. Tudo isto, à medida que vamos desvendando Subliminal Actions, forma um quadro desolador que lembra tanto o pós-apocalipse do Exterminador Implacável 2 como a zona de Pereiró, em Ramalde.
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