The Imaginary Life of Rosemary and Me
Pataca Discos / Popstock
5/10
Sem ser uma figura especialmente badalada, entre os escritores de canções da sua geração, Walter Benjamin conta já com um currículo capaz de meter inveja a algumas pessoas com o dobro da sua idade. Só um prodígio poderia chegar aos 27 anos com o crédito de ter produzido música para B Fachada, Minta & The Book Trout, João Coração, entre tantos outros. A seu favor, os discos produzidos por Walter Benjamin costumam ter uma atmosfera descontraída que dá naturalidade às canções. Parece muitas vezes que foram gravadas entre copos de tinto e uma conversa de amigos à janela, e isso é bom. Não admira portanto que um Walter Benjamim habituado à produção opte por tomar conta desse aspecto neste seu último álbum. O disco dá-se bem com a duplicação de tarefas do autor e ganha cor com a participação de alguns amigos — os “most wasted friends” creditados na capa — que parecem perceber perfeitamente para onde Walter Benjamim quer levar estas canções. E isso faz com que The Imaginary Life… demonstre as qualidades de um disco bem coordenado, preenchido por bonitos arranjos (alguns bem ambiciosos) e ligado a um conceito que passa muito tempo numa casa imaginária. O pior mesmo é a falta de sal nestas canções, que apesar de um ou outro refrão catchy, não ficam muito agarradas à memória. Falta-lhes alguma personalidade. Podíamos também malhar nas semelhanças entre a música de Walter Benjamin e Richard Swift (são muitas), mas isso seria conspirar e não me apetece ir por aí.
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