Música: Wovenhand


The Laughing Stalk
Glitterhouse Records
8/10


Dizer que David Eugene Edwards é Deus pode dar aqui azo a umas piadas engraçadas. É que, contas feitas, em The Laughing Stalk, ouvimos nove canções que nos dão muita vontade de ajoelhar e rezar. Acho que não há uma que não tenha as quatros letras de “lord” algures pela sua composição. Certo que, até aqui, nada de novo: já sabemos que Edwards é daquelas pessoas com que até os ateus gostariam de privar. Especialmente, se ele sacasse das suas pérolas à la 16 Horsepower. Aí, passaríamos, imediatamente, a cristãos convictos. Devaneios à parte, não é que The Laughing Stalk traga muito de novo ao que já conhecemos dos Wovenhand: a folk negra, cantada no tom sombrio do norte-americano, o ruralismo (é como se estivéssemos, por momentos, nas grandes quintas do Texas — vamos ignorar, por momentos, que os Wovenhand são do Colorado). A novidade, que ultimamente até parece moda, fica-se pela inclusão de mais toques tribais. O que, de resto, até lhes fica bem. É como o Gabriel Alves diz: “Em equipa que vence não se mexe.”

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