THE KING OF FIGHTERS XII
Platforma: Xbox 360
Publisher: SNK Playmore, Ignition Entertainment
Meu problema com The King of Fighters XII é que eu não consigo pensar em nenhum motivo para jogá-lo.
Estamos em meio a um renascimento dos lutadores 2-D. Street Fighter IV e BlazBlue: Calamity Trigger são foda, e agora parece que receberemos em breve novas versões de ambos os jogos com ajustes de equilíbrio e novos personagens. É como o início da década de 90 de novo.
A série The King of Fighters era boa naquela época. Orçamentos menores do que Street Fighter, mas eles compensavam com elencos grandes, em que cada membro tinha uma quantidade muito maior de movimentos especiais do que os personagens de Street Fighter e continuava balanceado apesar disso. Se o KoF XII ocupasse esse nicho agora, seria ótimo. Mas não é isso que acontece.
Esse tem o menor elenco de todos os jogos KoF, e cada personagem tem uma série de movimentos especiais vastamente abreviada em comparação com suas aparições anteriores. Os personagens perderam cerca de metade de seus movimentos especiais, e os que sobraram foram simplificados—coisas que os personagens conseguiam fazer no chão e no ar, agora só conseguem fazer no chão, etc.
Acho que eu entendo o porquê. Primeiro, na maioria dos jogos de luta, cada jogador escolhe um combatente e então eles disputam o me-lhor de três partidas. Em KoF, cada jogador escolhe três combatentes e, quando seu personagem vai a nocaute, você usa o próximo. Seja qual deles que perca a luta, todos os três perdem a partida. Isso significa que você tem que ser hábil com pelo menos três personagens para ser bom nesse jogo. Segundo, cada personagem é desenhado à mão, mas eles se movem de maneira tão fluida que às vezes você pode confundi-los com modelos 3-D. Tenho certeza que teria sido um pé no saco fenomenal animar tantos movimentos especiais como os que eles tinham nos jogos KoF antigos. Mas só porque eu entendo as razões da SNK Playmore não quer dizer que eu vá me interessar pelo resultado – especialmente porque, além de todos esses problemas, KoF XII tem um netcode ruim, então as partidas online são muito piores do que a de seus maiores concorrentes.
Se você está cansado de Street Fighter IV e procura algo parecido, mas com personagens diferentes, e se o jeito que você joga é em casa com seus amigos, KoF XII é diversão garantida. Se você quer algo realmente diferente de Street Fighter IV, ou quer jogar online, sua escolha é o BlazBlue: Calamity Trigger. Se você já tem SF IV e BlazBlue e quer algo no mesmo nível, eu não recomendo esse jogo.
Por outro lado, existe outro jogo King of Fighters disponível que dá conta do recado. É do Xbox Live Arcade e se chama The King of Fighters ’98: Ultimate Match. Tem 11 anos e já era feio pra caramba na época em que saiu, mas a jogabilidade é ótima.
DISSIDIA: FINAL FANTASY
Platforma: PSP
Publisher: Square Enix
Eu nunca tinha me divertido tanto com o meu PSP antes de jogar Dissidia: Final Fantasy. Na verdade não jogo muito no PSP e, mesmo os jogos que normalmente gosto, deixo de lado. Eu tenho que gostar muito deles para perder tempo olhando para uma telinha pequena, mas Dissidia me pegou e me deixou acostumado ao sistema, tanto que agora estou aproveitando meus outros jogos de PSP muito mais.
Para quem não sabe, Dissidia é um jogo de lutas 3-D que junta um herói e um vilão de cada um dos primeiros dez jogos da série Final Fantasy, além de mais dois que você pode destravar. A coisa toda é amarrada com um enredo fraco—Cosmos, deusa da harmonia, e Chãos, deus da discórdia, reuniram campeões de diversas realidades para nos ajudar em sua guerra infinita, travada sobre cacos de mundos devastados. Bem normal.
Na maior parte do tempo é uma desculpa para Cloud e Sephiroth lutarem entre si. Estou supondo que você sabe de quem estou falando, senão você não vai ligar se eu tentar explicar. O jogo em si é uma série de duelos curtos em 3-D, ambientes destrutíveis, com o objetivo decla-rado de reproduzir o visual do filme Final Fantasy VII: Advent Children—outra vez, se você não sabe do que estou falando, não tem como eu fazer você se interessar pelo assunto. O importante é que tem muita correria em paredes e lutas de espada pelos cenários.
Se o Dissidia vai ser bem-sucedido ou não depende do quanto você gosta de lutas cafonas e planilhas. O jogo é cheio de números. Cada um dos 22 personagens é customizável. Você pode desbloquear de movimentos especiais a novos equipamentos, que você terá que encontrar, comprar ou construir, tudo explicado em uma série de menus. É meio assustador, mas o jogo faz um trabalho decente em apresentar sua mecânica por partes, então uma pessoa familiarizada com o básico dos RPGs para computadores não deve ter maiores problemas em entender.
Os gráficos são lindos, as lutas são intensas, o jogo é viciante e eu consigo perdoar a história vagabunda e a densidade do menu. E eu amo o jogo por me fazer gostar do meu PSP.
MURAMASA: THE DEMON BLADE
Platforma: Wii
Publisher: Ignition Entertainment
Muramasa: The Demon Blade é um dos jogos mais cativantes que já vi para Wii, e eu provavelmente pagaria com arrobas da minha própria carne para jogá-lo em alta definição. Em termos de jogabilidade, é bem simples—você joga com uma princesa possuída por um fantasma ou um espadachim com amnésia, e tem que abrir caminho através de um número absurdo de ninjas psicóticos, monges malvados e demônios bizarros em um Japão antigo fantasticamente bem desenhado e animado. No caminho, você coleta katanas mágicas para lutar.
A mecânica de jogabilidade é demais. Você ataca com o botão A, mas também se defende segurando o botão A, e também ataca segurando o botão A e apontado pra uma direção. É simples e satisfatório atacar todo mundo no mapa à sua volta. Além das lutas, o jogo tem uma mecânica de alimentação cruel, na qual você aumenta seus poderes ao comer alimentos deliciosos. Eu digo que é cruel porque o jogo anima cada refeição, e para comer você tem que apertar botões que te avançam no processo de alimentação. Na verdade eu realmente saí de casa para ir comer sushi, porque o jogo me deixou com muita vontade. Sacanas.
A história muitas vezes é incompreensível, a menos que você tenha um conhecimento instrumental de mitos japoneses obscuros, pra mim tudo bem, mas pode ter quem se irrite com isso. Por sorte, isso não importa. Você não tem que saber o que está acontecendo para curtir a jogabilidade e os gráficos—tem chefões grandes com um visual incrí-vel e você se sente fodão ao derrotá-los, mesmo sem saber as razões pelas quais está lutando contra eles.
É bem difícil achar motivos pra não recomendar esse jogo. É meio repetitivo? Isso é a pior coisa que eu posso dizer sobre esse jogo. É um jogo excelente. Faça um teste.
Videos by VICE
More
From VICE
-

Robin Williams (Photo by Sonia Moskowitz/Images/Getty Images) -

(Photo by Jim WATSON / AFP via Getty Images) -

Seinfeld (Photo by FILES/AFP via Getty Images)
