SILENT HILL: SHATTERED MEMORIES
Platforma: Wii
Publisher: Konami
Silent Hill: Shattered Memories é um jogo excelente. É também um foda-se gigante para os fãs de Silent Hill, o que é incrível, e eu digo isso sendo um desses fãs. O problema com séries de terror de longa duração é que ficamos fixados nas coisas que nos chocaram antes. Terror vira um serviço para os fãs. Lembra de Silent Hill: Homecoming, com a participação especial gigante do Pyramid Head? Em Silent Hill 2, Pyramid Head era assustador de verdade porque nós não sabíamos qual era a dele até o final do jogo. Em Silent Hill: Homecoming, sabemos qual é a do Pyramid Head, e, enquanto você pode argumentar sobre sua posição na narrativa, é óbvio que ele só está lá por que os designers acham que os fãs de Silent Hill gostam do Pyramid Head e querem vê-lo nos jogos Silent Hill.
Shattered Memories não tem nada disso. É vendido como o primeiro jogo reimaginado, mas a única coisa em comum com o primeiro é a premissa: no meio de uma nevasca nas margens de uma cidade chamada Silent Hill, um homem chamado Harry Mason bate seu carro e perde a consciência, e quando ele acorda percebe que sua filha desapareceu. Ele sai à procura dela, e as coisas ficam estranhas.
O jogo tem poucos personagens em comum com o primeiro Silent Hill—um tira chamado Cybil, um médico chamado Kaufman, uma enfermeira chamada Lucy e alguém chamado Dahlia cujas intenções não estão claras—mas os usa de maneiras completamente diferentes. Fiquei realmente na dúvida, até a metade do jogo, se a história do primeiro jogo estava sendo recontada com reviravoltas suficientes para me deixar com a pulga atrás da orelha ou se só estava fingindo contar novamente a história do primeiro jogo para me sacanear, para que a trama verdadeira fosse uma surpresa. Finalmente decidi deixar rolar sem tentar adivinhar e fiquei muito satisfeito como tudo se resolveu.
Até a jogabilidade é completamente diferente. Não tem luta. Você anda com o controle analógico e aponta a lanterna de Harry com o controle Wii. Quando você encontra inimigos, tem que correr pra caralho; se os monstros te alcançam, você usa um movimento de arremesso para empurrá-los. Também digno de nota é o jeito que o jogo muda, dependendo da maneira que você o joga—existem duas Cybils diferentes no jogo: uma Cybil sexualizada que parece com a do primeiro jogo e uma mais realista. Você encontra cada uma delas dependendo de como o jogo lê sua personalidade.
Se outros jogos se preocupassem mais com integridade artística e menos com a realização de desejos alheios com intenções de promoção pessoal, do jeito que é Silent Hill: Shattered Memories, eu seria um ser humano muito mais feliz do que sou. Jogue e pense a respeito enquanto você está jogando. Toda a indústria pode aprender algo com esse jogo; espero que “Jogos assim não vendam” não seja o caso aqui.
LEFT 4 DEAD 2
Platforma: Xbox 360
Publisher: Valve
Left 4 Dead 2 serve principalmente para me lembrar do quanto eu me diverti, e continuo me divertindo, com o primeiro Left 4 Dead.
Ambos os jogos Left 4 Dead são multiplayer e com foco no replay, baseados em navegar quatro sobreviventes de um apocalipse zumbi de um ponto A para um ponto B, e lutar com zumbis e obstáculos ambientais. Ambos enfatizam trabalho em equipe e atmosfera. O primeiro se passa em Generic City durante o crepúsculo; o segundo se passa no Sul dos EUA (a área em volta de Nova Orleans, mais especificamente) durante períodos variados do dia. Cada um apresenta um elenco de quatro sobreviventes fortemente caracterizados (locações diferentes) que jogam de maneira idêntica, uma hora de zumbis genéricos e alguns chefes de fases infectados que têm habilidades especiais. O primeiro Left 4 Dead também tinha inteligência artificial de alta qualidade para os sobreviventes não-jogadores, então se você, como eu, prefere jogar em (vamos dizer) dupla, os dois sobreviventes não controlados por humanos não atrapa-lham o time.
Left 4 Dead 2 é construída em cima da fórmula do Left 4 Dead, mas o que ele constrói é uma porra de câmara de tortura. Uma parte dos fãs de Left 4 Dead pelo visto decidiu que o jogo era fácil demais, então a sequência deixa tudo mais difícil ao mesmo tempo em que aumenta a complexidade dos níveis e não melhora as AIs, que agora parecem mais estúpidas já que têm que lidar com toda a merda adicional.
Suponho que eu deva falar sobre as coisas novas que o Left 4 Dead 2 traz: armas de luta, então você pode acertar zumbis com tacos de baseball, frigideiras, guitarras ou katanas. Três novos tipos de chefes de fase infectados, além dos cinco do primeiro jogo. Novos cenários (claro). Uma tendência a sempre usar dois ou três chefes de fase simultaneamente e uma preferência em colocá-los na safe house no final de cada nível, para emboscá-lo. Uma diminuição ou remoção das dicas sonoras que te dizem quando uma horda ou chefe está pra chegar. A jogabilidade é orientada por novos objetivos, para completar um nível você em geral tem que apertar um botão e daí lutar com um bando interminável de zumbis para apertar outro botão ao invés de apertar um botão e sobreviver a uma turma menor de zumbis. Zumbis usando uniformes policiais que são mais difíceis de matar pela frente. Modo “realista”, no qual é mais difícil reviver sobreviventes caídos e tiros na cabeça são mais importantes. Bruxas errantes.
Resumindo: se você gostou de Left 4 Dead e achou que era bom mas muito fácil, esse jogo é para você. Se você gostou de Left 4 Dead e acho que a dificuldade era perfeita, fique com ele. Se você nunca jogou nenhum, pegue o primeiro, porque ainda é ótimo e a sequência não é para iniciantes.
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NEW SUPER MARIO BROS. WII
Platforma: Wii
Publisher: Nintendo
É um jogo Mario em 2-D . Você já comprou esse jogo e sem dúvida está lendo enquanto pensa se vai jogá-lo. Quem eu estou enganando aqui?
Sim, Shigeru Miyamoto achou justo nos abençoar com o primeiro jogo Mario2-D para um console caseiro desde que saiu Super Mario World para SNES. Você joga como o Mario clássico, exceto por a) alguns novos aumentos de força e b) multiplayer simultâneo. Multiplayer simultâneo é um grande atrativo para mim—até quatro pessoas na tela ao mesmo tempo, controlando Mario, Luigi, Green Toad e Yellow Toad, ajudando um ao outro, pulando nas cabeças um do outro e roubando aumentos de força um do outro. Se você tem outros jogadores de Mario de longa data para jogar, o multiplayer simultâneo é diversão garantida—quando a gente era criança, eu e minha irmã jogávamos Super Mario World pra caralho, então, quando eu sentei com ela de novo para jogar esse jogo, todos os reflexos antigos voltaram. Foi demais.
Minha única reclamação de verdade é que os níveis não começam a ficar criativos até a segunda metade do jogo. A primeira metade parece revisitar um monte de jogos que eu já joguei, mas a segunda metade começa com cenários inusitados e novos tipos de inimigos. Na verdade isso nem é uma reclamação—é o clássico Mario 2-D. Divertido pra caralho.
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