Resenhas


ÀS PRÓPRIAS CUSTAS S.A
Baratos

É engraçado que todo mundo acha que foi a própria Baratos quem lançou os discos, mas fora os do ano passado, é tudo reedição. O Itamar fez sozinho os dois primeiros, ele sempre paga todos os estúdios, não quer que a música dele seja de outra pessoa. Os tapes são todos dele e ela começou montando uma barraquinha pra vender os discos na rua, além de arranjar alguns vendedores pra levarem os discos pras lojas. Um deles, o Ruy Mifune, produziu o terceiro e reeditou o primeiro com outra capa. Mas isso tava pior que a barraquinha, apesar do Mifune ter acesso a várias lojas de disco. É que ele costumava fazer “tiragens especiais” (leia-se piratas) de LPs, tipo dos Beatles e do U2 e isso era superfácil de vender. Aí ele bateu na porta do Calanca, que abraçou e aqui estamos nós. Os negócios informais do Mifune eu não faço idéia em que pé andam, mas não devem estar lá essas coisas, afinal de contas prensar CD pirata é impossível. Já o Calanca se deu bem, tem na sua gravadora uma das maiores promessas de renovação da música brasileira moderna. Com esses relançamentos, agora num formato mais acessível, logo todo mundo vai descobrir o Itamar e eles dois vão nadar em rios de dinheiro. A única reclamação que eu tenho a fazer é que O Bicho de 7 Cabeças em vinil são três discos separados, mas a Baratos fez um CD duplo, o que meio que matou a trilogia. Ficou feio mesmo, e um pouco confuso. Mas tenho certeza que, com o sucesso, um dia eles fazem os três CDs avulsos direitinho.


BELELÉU LÉU EU
Baratos Afins

É engraçado que todo mundo acha que foi a própria Baratos quem lançou os discos, mas fora os do ano passado, é tudo reedição. O Itamar fez sozinho os dois primeiros, ele sempre paga todos os estúdios, não quer que a música dele seja de outra pessoa. Os tapes são todos dele e ela começou montando uma barraquinha pra vender os discos na rua, além de arranjar alguns vendedores pra levarem os discos pras lojas. Um deles, o Ruy Mifune, produziu o terceiro e reeditou o primeiro com outra capa. Mas isso tava pior que a barraquinha, apesar do Mifune ter acesso a várias lojas de disco. É que ele costumava fazer “tiragens especiais” (leia-se piratas) de LPs, tipo dos Beatles e do U2 e isso era superfácil de vender. Aí ele bateu na porta do Calanca, que abraçou e aqui estamos nós. Os negócios informais do Mifune eu não faço idéia em que pé andam, mas não devem estar lá essas coisas, afinal de contas prensar CD pirata é impossível.

Já o Calanca se deu bem, tem na sua gravadora uma das maiores promessas de renovação da música brasileira moderna. Com esses relançamentos, agora num formato mais acessível, logo todo mundo vai descobrir o Itamar e eles dois vão nadar em rios de dinheiro. A única reclamação que eu tenho a fazer é que O Bicho de 7 Cabeças em vinil são três discos separados, mas a Baratos fez um CD duplo, o que meio que matou a trilogia. Ficou feio mesmo, e um pouco confuso. Mas tenho certeza que, com o sucesso, um dia eles fazem os três CDs avulsos direitinho.

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ANDRÉ M.

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