Uma crônica visual sobre as rinhas de galo na Colômbia

Matéria originalmente publicada na VICE Colômbia.

A rinha de galo é programa obrigatório na Isla Grande, uma ilha localizada a uma hora de Cartagena, na Colômbia. A empolgação em torno do ritual da ilha vai além do confronto dos dois animais: a preparação do evento, as torcidas de ambos galos se bicando em volta da arena, e a atmosfera que se respira antes e depois da rinha também compõem esta tradição, criticada por alguns.

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A arena é erguida em frente à casa de um dos moradores da lista. O convite que o homem faz aos gritos se funde com o som da champeta e do vallenato, gêneros musicais típicos da região. A rinha começa quando ambos os galos são colocados no centro da arena, e só termina quando um deles morre ou quase isso. As pessoas apostam naquele que deverá vencer. Vão contando seus trocados enquanto tomam uma Costeñita, a cerveja local.

O treinamento dos galos de briga começa logo que eles nascem. Antes de participar da primeira rinha, seu pênis e sua crista são amputados, e suas esporas naturais são arrancadas e substituídas por outras de metal ou de casco de tartaruga. Às vezes, chegam a ter seu peito pintado e seu corpo untado em pimenta antes das rinhas, para atiçá-los. Todos esses preparativos traumatizam fisicamente o animal.

No entanto, a rinha de galo já é um costume enraizado na ilha, e um ritual tradicional em vários territórios do país.

Cécile Lopes, a fotógrafa desta série, é franco-portuguesa, cresceu em Paris e, em suas viagens, está sempre interessada em descobrir novas culturas. Ela já fotografou na Ásia e Oceania, expôs seu trabalho na França e em Quebec, e correu o mundo guiada por um desejo: conhecer o ser humano em todos os seus aspectos, tanto para expor problemáticas sociais, quanto para captar a espontaneidade de instantes da vida de pessoas que ela não conhece, como é o caso desses habitantes da Isla Grande.

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