Empresa terceirizada pelo Rock in Rio em 2015 utilizou de trabalho escravo

Na última terça (10), a 11ª Vara do Trabalho determinou que a Lista Suja do Trabalho Escravo fosse atualizada pelo Ministério do Trabalho e, assim, surgiram mais 37 nomes envolvidos com a prática ilegal, entre pessoas físicas e jurídicas. Entre estes, se destaca uma empresa que teria sido terceirizada pela edição de 2015 do Rock in Rio. A situação foi publicada pelo jornalista Jotabê Medeiros no Facebook e apurada pelo Noisey.

Segundo a lista, na edição de 2015 do festival, a empresa de venda de alimentos Cone Brasil teria contratado 17 trabalhadores para atuar em condição de escravização na Cidade do Rock. Segundo a Lei, o trabalho escravo se caracteriza pela “sujeição do trabalhador a empregador […] independentemente de consentimento, a relação mediante fraude, violência, ameaça ou coação de quaisquer espécies.”

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Contatada pela redação, a assessoria do Rock in Rio enviou o posicionamento abaixo:

A organização do Rock in Rio reitera que trabalha de acordo com a legislação brasileira e lamenta que este não seja o procedimento adotado por outras empresas. Reforça ainda que não tem qualquer responsabilidade sobre a contratação de profissionais de outras empresas para atuarem na Cidade do Rock.

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