Sexo

Skinema


 


WE YUM YUM CUM
Clubredlight.com
Classificação: 8


Detesto quando as pessoas falam com crianças fazendo aquelas vozezinhas. Isso é muito irritante. Depois elas ficam se perguntando por que seus fi-lhos viraram uns retardados sem o menor traquejo social e totalmente despreparados para o mundo real. É porque quando eram pequenos seus pais de merda falavam, “Hmmm, fez popozinho, fez?” ou ficavam fazendo sonzinhos do tipo, “Yum, yum.” Dá vontade de esmurrar essa gente, arrancar os filhos deles e falar: “Você é um idiota, não merece essa criança.” Depois, vou colocar esses bebês debaixo do braço e sair gritando: “Aê, vagabundos! Quem quer um filho aí? Tô dando 20 pilas para quem levar esse.” Vou ficar lá esperando até formar um fila de indigentes. Examino um por um até encontrar o mais chapado de todos: “Ei, você vai preparar esse bebê para o mundo de verdade.” E, sim, vou entregar a criança para esse monstro. Ele vai pedir os 20 contos e eu pergunto: “Tem troco pra cem? Não? Vou ficar te devendo essa, então.” Viro as costas e deixo a criança ser tratada como um adulto para aprender a se virar. Talvez o vagabundo não ensine muita coisa. Não quero nem saber se ele vai acabar indo para o mau cami-nho. Mesmo assim, vai ser melhor do que ser criado por animais que ficam falando com voz de bebê.

Quando meu sobrinho tinha um ano e meio, ensinei ele a preparar uma boa xícara de café. Todo dia, na casa da minha mãe, repetia em voz alta, passo a passo, a quantidade de água e pó necessários para um café daqueles que a gente precisa tomar `as 6 da manhã. Ele já está com 7 agora e, até hoje, nunca fez um café para mim. Mas não importa, porque a informação está lá, em algum lugar do seu subconsciente. No dia em que ele sair de casa, vai saber fazer um café de verdade. É até capaz de acabar tendo a própria marca de café e ainda ficar milionário.

Como o nascimento do meu bebê está previsto para o dia 11 de setembro, estou pintando um desenho de cegonhas sobrevoando as Torres Gêmeas para enfeitar a porta da maternidade e fazendo uma lista de lições e conversas que vou querer ter com ele. Coisas do tipo: nunca pague por sexo duas vezes (a segunda já é namoro); sempre cheire suas pílulas; não tente aprender a tocar guitarra em sete dias (é simplesmente impossível); os hippies e suas músicas idiotas vão ser sempre uma droga e vão dar nos nervos; não misture bebida alcoólica e, por último, se quiser, se trabalhar duro, você vai poder ser um Obama branco. Vou falar tudo isso com uma voz normal, a mesma que estou usando agora com você. Entendeu?

Saiba mais sobre Chris Nieratko em chrisnieratko.com ou NJSkateshop.com.
 

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