LA PINK
Dir: Joanna Angel
Burningangel.com
Nota: 9
Se você tem a impressão de que estou injustamente resenhando mais vídeos da Burning Angel do que de outras companhias, você está certo. A Joanna Angel não é besta. Ela me paga com boquetes toda vez que resenho um de seus filmes para a Vice. Na verdade, ela tem uma lista de garotas no seu site e eu posso escolher QUALQUER uma que eu quiser—isso é melhor do que ganhar a loja de brinquedos inteira no Natal quando você é criança. Mas essa oferta não é exclusiva. Então se alguma outra moça estiver interessada em um pouco de exposição na mídia, você sabe onde me encontrar. E já que eu tenho mais quatro semanas até que a vagina lançadora de bebê da minha mulher seja reaberta para negócio, preços são negociáveis. Aceito punhetas e até sexo por telefone.
Mesmo sendo uma jogada comercial esperta essa da Joanna e mesmo ela sendo uma mulher diplomada administrando um negócio muito bem sucedido, ela frequentemente me diz coisas que me fazem entender por que as pessoas continuam enfiando pintos na sua boca: pra ela ficar quieta. Ela me deu esse DVD e desnecessariamente, de um jeito super sério, me disse: “É pra ser uma paródia do reality show de tatuagens LA Ink”. Jura? Valeu por avisar. A obviedade do título tinha me escapado. A letra a mais fez com que eu ficasse analfabeto e retardado de repente.
Em outra ação brilhante, ela gastou quatro vezes mais fazendo esse DVD do que normalmente gastaria porque ela fez questão de filmar em locações de verdade e de ter um roteiro, como se alguém que comprasse seus DVDs (ou qualquer filme pornô) por causa do enredo. Eu esqueci qual é o valor exato, mas ela me disse que precisava vender um número absurdo de cópias só pra recuperar o investimento. Desejei boa sorte a ela, já que ninguém mais paga por pornô. Ela parecia triste por poder perder muito dinheiro. Isso mexeu comigo. Então, do meu jeito egoísta de sempre, ofereci a ela uma ideia infalível para ganhar dinheiro. Na noite passada, enquanto eu estava trocando uma fralda suja às 4 da manhã, eu tive outra* ideia genial para pornô: um filme totalmente anal só com garotas que têm hemor-roidas chamado Hey Man! Is That a Hemi? A gente daria algum jeito de incorporar muscle cars no filme. Demais, né? Você sabe que vai ser barato porque, afinal de contas, quem quer contratar garotas com uvas gigantes penduradas em suas bundas? Eu disse pra ela que a gente poderia fazer com US$5.000 e ficaríamos ricos pra caralho. Ela não gostou da ideia.
“Eu não acho isso nem um pouco engraçado. Já tive hemorroidas uma vez. Não é legal. Coça muito”, ela disse.
“É a segunda vez que você ignora minhas grandes ideias”, eu disse.
Ela me disse que estava irritada por jejuar pelo Yom Kippur.
“Então não mistura os rituais sadomasoquistas esquisitos da sua religião com a minha ideia, me arranja a grana e eu te faço faturar.”
“Eu vou te dar cinco centavos”, ela disse.
“Você vai realmente dar uma de judia pra cima de mim só porque é Yom Kippur?”
Ela disse que sim.
*A primeira vez, caso você não se lembre, foi quando ela detonou minha ideia para um pornô inspirado em churrasco chamado Buceta na Rotisseria.
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